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October 31, 2018

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Capítulo 10 - Bons demais em dizer adeus

Olá leitor, não esqueça de deixar seu comentário no fim do capítulo. Assim eu também posso conhecer sua opinião :D

 

 

 

Café Urban Vip

 No dia seguinte, Celina e Luke foram encontrar Logan em San Myshuno. Existiam algumas lacunas e Celina acreditava que só seu ex parceiro era capaz de completá-las.

Por um momento, ao admirar a bela vista da ponte, Celina se permitiu devanear em lembranças um pouco...

 

9 de outubro de 1964

 Aquele era um lugar tranquilo, perto da ponte. Apesar da bela vista, quase ninguém ia ali. Logan encontrou Celina olhando em direção ao horizonte, pensativa. O que ia dentro daquela cabeça, ele não sabia, mas pelo conteúdo das últimas cartas que trocaram, ele fazia ideia.

Ele se aproximou decidido, fazendo os passos ressoarem na madeira do pier, mas ela só o encarou quando já estavam bem próximos um do outro.

 - Quanto tempo, Detetive.

Apesar de fazer anos - talvez mais de 20 - que Logan não exercia mais a função de detetive na A.G.A., Celina nunca parou de chamá-lo daquela forma. Ele não achava ruim, pelo contrário.

 

 - Sim, fazem o quê, uns seis meses? O Gaius tem nos mantido ocupados.

- Não fale como se não gostasse do trabalho. Eu sei que você adora.

Logan riu enquanto olhava pra ela. Sim, ele adorava o trabalho. Mas ainda assim… faltava algo. Ele havia compartilhado esse sentimento com Celina em uma das últimas cartas que enviou a ela. Não como uma queixa, mas como um amigo partilhando com outro os pesos do coração.

Ele se aproximou e guardou os óculos no bolso. Ela fez o mesmo.

 - Senti sua falta, Cel. Os parceiros que a Agência tem me mandado são uns idiotas.

Celina riu ao ouvir isso e acrescentou:

- São idiotas e são todos homens pelo que ouvi dizer. Eu te conheço muito bem, Detetive!

- Sim, tem esse detalhe também.

 - Também senti sua falta, Logan. - disse Celina em voz baixa enquanto seus lábios se aproximavam em um beijo terno.

 Quando o beijo  terminou, Celina colou a testa na de Logan enquanto lhe acariciava a face.

- Você sabe o que nos trouxe até aqui, não?

Depois de um momento de silêncio e uma respiração profunda, Logan disse:

- Sim, eu sei. Acho que é aqui o fim para nós dois.

- O fim de um relacionamento, mas não da nossa amizade, espero.

 Os dois se abraçaram.

- Isso jamais, Cel. Sempre fomos melhores amigos que amantes.

- Não se deprecie assim, Detetive. Você é até bem decente.

Logan riu e se afastou um pouco para olhar naqueles olhos cor de âmbar que haviam se tornado tão familiares durante todos aqueles anos.

 

 - Eu te contei naquela carta sobre esse sentimento de incompletude que às vezes sinto, e sei que foi o que te levou a me chamar até aqui e nos fazer sair dessa zona de conforto que nos metemos. Mas eu te entendo mais do que você pensa ou gostaria.

- Logan, eu…

- Deixe eu terminar, por favor.

Celina assentiu e ele continuou.

 

 

- Eu sei que você sente o mesmo que eu, Cel. Sei que às vezes se sente tão só quanto eu. Fomos companheiros nessa solidão, mas nunca nenhum completou realmente o outro. E é por isso que podemos terminar assim, sem mágoas. Somos parecidos demais para funcionar juntos. E eu sei que existe um cara certo pra você Cel. Um que vai te tirar desse mundo de solidão que você se impôs e que vai te fazer sorrir de um jeito que eu nunca consegui.

 

Música de cena:

 

 

Celina o abraçou, realmente emocionada. Ela não acreditava que aquilo fosse acontecer, depois de tantos anos e de tantos “adeus” desavisados...Celina já era amiga de longa data da solidão, mas gostava ainda mais de seu velho amigo por ter esperanças por ela. Algo que sempre admirou em Logan, era o suporte que sempre lhe dava nos mais diversos assuntos da vida. Dessa vez não havia sido diferente.

Celina olhou nos profundos olhos azuis acinzentados do detetive por alguns minutos, ela queria guardar aquele tom na memória.

 - As lâminas da barbearia da Agência lhe fizeram bem, detetive. - Ela sorriu, tocando no rosto de Logan. - Você realmente me conhece mais do que eu gostaria - ela disse baixo, e depois de um longo suspiro, continuou:- Um dia, alguém vai aquecer não só sua armadura, mas também o coração mole que você esconde debaixo dela.

 Eles se abraçaram uma vez mais, perdidos intensidade daqueles sentimentos: amizade, amor, gratidão, companheirismo… Tantas coisas que nenhum dos dois havia se julgado merecedor.

Se separaram, ambos secando as faces e colocando seus óculos escuros. Celina encarou uma última vez seu antigo parceiro e disse:

- Te vejo por aí. - e então se virou afastando-se, jogando os quadris para os lados a cada passo, de sua forma característica.

 Logan viu a amiga se afastar e não sentiu a dor que se espera ao terminar um relacionamento, ainda mais um tão longo quanto fora o deles. Ele sentiu a empolgação de quem sabe que um capítulo novo e emocionante estava prestes a começar. Ele esperava que Celina compartilhasse daquela sensação.

 A última coisa que Celina desejava era que o relacionamento dos dois se tornasse um empecilho para a felicidade de Logan, a qual ela tinha certeza que um dia iria chegar. Ele merecia alguém que o amasse de maneira pura e profunda, e esse alguém não era ela. Isso não era ruim. Para alguém com tantos anos e com tantos conhecidos pelo mundo, Logan foi um dos poucos que ela realmente teve o prazer de chamar de amigo.

E naquela manhã fria de outono, a bruxa e o detetive misterioso unidos por um verão escaldante de Oasis Springs (e alguns Goblins) se despediram como amantes e permaneceram amigos.

 O devaneio de Celina acabou quando Luke chegou, e do seu jeito nada discreto de ser disse:

-Celina? Helloooo! Sim City chamando Celina! - Ele disse alto, tentando falar com a bruxa pela terceira vez.

-Depois eu que sou lerdo, já te chamei três vezes e você não sai desse transe esquisito. O que cê tá pensando hein? - Perguntou.

 Celina o olhou com cara de poucos amigos, onde é que ele acha que vai parar com essa intimidade forçada? Uns beijos não significavam que ele merecia saber dos pensamentos mais íntimos da Agente.

 -Nada que seja do seu interesse, Mason. - respondeu, seca.

-Bom dia pra você também, acordou com o pé esquerdo hoje?

-Trabalhando com você, eu tenho dois pés esquerdos. - Celina respondeu, era incrível como Luke tinha o poder de irritá-la tão facilmente.

 -Vou levar isso como um elogio… Mas mudando de assunto, não vai me elogiar porque cheguei no horário? Ou sua viagem na maionese não te fez perceber que cheguei às 9 horas em ponto?

-Você quer um biscoito por fazer nada mais nada menos do que sua obrigação? - Celina perguntou, incrédula. - Impressionante.

Ela nem esperou o tutelado responder, e com seu jeito feminino de andar, rumou ao restaurante. Deixando Luke e suas pérolas para trás.

-Como essa mulher é difícil, grande prisma me ajude. - disse Luke, pensando no quanto apanhou pra conseguir impressioná-la com o relatório. E como conseguiu estragar isso em menos de cinco minutos. - Ei! Espera aí! Eu tenho uma proposta pra você.

Luke correu e alcançou Celina, ainda na calçada.

 

 -Se for alguma proposta indecente, como está acostumado a fazer com as garotinhas por aí… É melhor ir tirando seu cavalinho da chuva.

-Não, não. Propostas indecentes só depois do quarto encontro. Estamos contando? Esse deve ser o terceiro.

Ao ouvir aquilo, Celina revirou os olhos, sem paciência.

- Agora falando sério… Tenho aprendido bastante com as aulas de luta. E você é uma boa professora. Mesmo que eu tire sua concentração com esse rostinho aqui...e corpinho também. - ele disse apontando para si, com um sorriso maroto.

 -Você tem três minutos, ou eu vou te deixar falando com os postes.

-Pressa é inimiga da perfeição, sabia não?? Enfim, eu tenho uma irmã que está na universidade de Brindleton Bay, ela é minha única família. Queria saber se você topa dar aulas de autodefesa, assim eu poderia dormir mais tranquilo quando ela estivesse sozinha no campus.

Celina pensou por um instante. Ela não sabia que ele tinha uma irmã, e de certa forma, apreciou a preocupação fraternal de Luke. Então, ele não se resumia a stand ups e cantadas baratas.

-Pago o que for preciso - Luke disse, nervoso com o silêncio da tutora.

-Eu topo, treino sim. Mas não aceito dinheiro por isso. Meu pagamento vai ser ficar longe dessa sua boca grande.

-Não foi isso que você pensou ontem… - Luke disse quase num sussurro.

-O que você disse? - Celina questionou.

-Nada, quer dizer, jura? Sério mesmo?? Não pensei que seria tão fácil assim… - ele perguntou com os olhos brilhando por baixo dos óculos escuros.

-Se você abrir a boca mais uma vez, eu desisto.

- Então vou ficar quietinho aqui na minha… - Luke disse baixo. E a acompanhou para entrar no restaurante.

 O Urban Vip era um lugar, como o próprio nome diz, urbano. Era uma mistura de café, pub e livraria com música ao vivo. Um lugar que representava a verdadeira essência de San Myshuno. E desde a última vez que Celina esteve ali, só tinha ficado melhor.

 No bar, Logan sentiu o aroma de Celina antes mesmo de se aproximar. 

 Celina o avistou, o velho Logan. Com um rosto carrancudo e um óculos Rayban. Era bom revê-lo.

- Agente Evans. Sempre pontual. - ela o comprimentou, sentando-se na cadeira ao lado.

- Agente Anderson, tutelado. - Logan retribuiu o comprimento, estendendo-se a Luke. Que só respondeu com um:

- E aí?

- Bom, indo ao que interessa, Logan - começou Celina - O que Rosana Wilker pode ter a ver com a Noosfera 21?

  O ex-detetive encarou a antiga parceira e disse:

- Ao que parece, ela comandava uma empresa de segurança, que não era exatamente especializada em manter as pessoas seguras… Ela estava envolvida com sequestros planejados de pessoas influentes. E ultimamente, havia começado a se envolver com sobrenaturais. As evidências indicam que ela foi contactada pela Noosfera 21 para dar sumiço a ninguém mais ninguém menos que Vladislaus Straud.

- Você faz soar como se o plano não tivesse dado certo, Logan.

- E não deu. Ela meteu os pés pelas mãos quando se convenceu de que um de seus ex-empregados havia sequestrado Vlad conforme o plano, mas não havia repassado o dinheiro a ela.

 -O que ela fez?

- Manteve o tal caçador de recompensas em cárcere privado por mais duas semanas. O cara não tinha feito nada com o Vlad no final das contas. Parece que a namorada dele foi atrás e descobriu o esquema da Rosana. O ex-empregado fez a denúncia e nós a pegamos. Liam Mackenzie, o nome dele.

 - Liam Mackenzie? - Luke interrompeu - Um sujeito alto, ruivo?

- Esse mesmo - respondeu Logan - Você o conhece?

- Ele meio que pode ser meu primo.

- “Meio que pode ser”? Ou ele é seu primo ou não é - retrucou Celina meio irritada.

- É que eu não tenho muito contato com essa parte da minha família...

- Mason, se você não for contribuir com a investigação, não interrompa, sim?

- Eu posso contribuir! Li o relatório de cabo a rabo.

- Ah, é mesmo? E entendeu quantos por cento? Um?

- Na verdade…

- E Celina, tem mais uma coisa… - interrompeu o agente -  Como você mencionou aquele caso de 1941, eu achei que deveria te mostrar uma coisa.

Logan remexeu uma pasta e tirou um pequeno caderno com capa de couro manchado e estendeu à Celina.

- Isso foi entregue a mim por Fleur Beauchamp, anteriormente Breton, há alguns anos atrás. Ela já era uma senhorinha, e acho que você vai ficar feliz de saber que ela não só criou os irmãos, como construiu sua própria família.

 Celina pensou na jovem magra e cansada de tantos anos atrás e se comoveu ao saber que ela tinha dado conta de uma situação tão difícil. Decidiu que era algo pelo qual valeria a pena brindar.

- À Fleur, que superou as adversidades, melhor do que eu. - Celina disse, dando uma boa golada em sua sangria.

 Logan assistiu ao brinde, preocupado. Ele sabia dos altos e baixos de Celina por causa do álcool. Mas, pelas circunstâncias atuais, não interrompeu.

 - E o que há de interessante nesse diário? E porque não foi arquivado junto com as outras provas do caso? Você sabe que o procedimento padrão seria esse.

- É, eu sei. E você sabe também que nem sempre sigo o procedimento padrão. Ficou comigo porque foi o último desejo que Fleur expressou para mim. Que o mantivesse em segurança. Eu dei uma folheada e bem… pouca coisa fez sentido, parece que o pai dela entrou em algum tipo de surto nervoso, as anotações estão bem desencontradas. Mas se existe alguém pra dar sentido a esses delírios, com certeza é você.

 Celina se sentiu lisonjeada. Os poderes dedutivos de Logan eram famosos dentro da agência, um comprimento dele nesse sentido era algo a se considerar.

- Bem, prometo que farei o possível.

- Tente não se meter em uma encrenca muito grande, Cel. Mas qualquer coisa, é só chamar.

Eles acenaram um ao outro com uma despedida muda, Logan deixou alguns simoleons sobre o balcão, e se retirou.

- Que cara mais careta - disse Luke - Nem acompanhou no brinde. Ei, ruiva! Trás um desse pra mim também!

 

Residência (provisória) Pendragon, Willow Creek

 A primavera se despediu de Willow Creek com uma boa chuva para refrescar as plantinhas naquela tarde.

Arthur costumava chegar mais cedo do trabalho que Natalie, ele gostava de ficar observando a modesta casa que a jovem morou por alguns anos antes de conhecê-lo. Aquilo, era algo que deixava bem claro a diferença entre o padrão de vida que os dois levavam há alguns meses. Ele no bairro nobre de Windenburg e ela, no subúrbio de Willow Creek.

 -Boa noite, a senhora vem sempre por essas bandas? - Perguntou Arthur com um olhar apaixonado quando ela ultrapassou a porta da frente.

 -Na verdade, só às sextas. Finais de semana um certo loiro gosta de me levar pra conhecer mansões de Windenburg.

-Ah, te levei na casa da minha mãe, como um bom moço que apresenta a amada para a família. E a casa dela nem é tão grande assim.

-Arthur, tem seis quartos e quatro banheiros sociais. É a maior casa que eu já botei os pés na vida!

 -Tá bom, mas vem aqui, esperei o dia todo pra fazer isso - Arthur puxou Natalie pela cintura e beijou-a na bochecha.

A barba áspera de Arthur provocava arrepios ao tocar no rosto macio da jovem.

Mas, as carícias iam ter que ficar pra mais tarde. Era a primeira semana de Arthur na Agência e ele estava cheio de novidades.

 -Então, na próxima eu vou te levar a um castelo, já que você cansou de mansões. Aposto que vai adorar, o lugar é incrivelmente familiar.

-Se você diz...E como foi seu entrosamento com o pessoal mais antigo? O que eles fazem mesmo nessa Agência?

 -Eu não pude conhecer todos os funcionários, é muita gente. Mas os poucos que conheci, foram bastante amigáveis.- Arthur lembrou de alguns rostos, como Luke, Celina e Logan... - Eles são agentes secretos, prezam pela paz entre sims e sobrenaturais. Se você não deu de cara com algum vampiro fora da lei na porta da sua casa, é graças ao bom trabalho dos agentes. - Arthur respondeu, empolgado.

-Então o ambiente parece bom, aposto que gostaram muito do novo chefe também.

 -Bom, nem tudo é um mar de rosas. Parece que meu pai biológico não tinha uma boa fama entre o pessoal. Alguns podem pensar que pelo fato de termos o mesmo sangue também teremos as mesmas atitudes. - Arrancar a imagem de um Pendragon linha dura e sem misericórdia, ia ser um pouco difícil. - Além do mais, encontrei alguns furos em relatórios, pedaços incompletos, coisas suspeitas.

-Mas, aposto que vai conseguir contornar essas pequenas coisas. Você sempre consegue. - Natalie disse, se tem uma coisa que admirava em Arthur era o afinco que tinha em cada coisa que fazia. Ela queria ser assim como ele às vezes.

-Com o tempo, quem sabe. - ele respondeu esperançoso. - Mas e você? Como foi na clínica?

 -Até que atendi uma boa quantidade de animais hoje: cinco cachorros, dois coelhos, um ouriço, um gato e uma vaca.

-Uma vaca? Conseguiram colocar uma vaca dentro do seu consultório?

-Não, o fazendeiro tinha bala n’agulha, mandou um helicóptero lá de Sunset Valley me buscar para ir tratar a vaca. Ela estava com o bezerro na posição errada. Aí eu tive que botar a mão bem lá…

 Arthur a olhou assustado, como que uma pessoa em sã consciência falava com tanta empolgação sobre um parto de uma vaca? Ele não conseguia alcançar Natalie, nesse sentido. Ela amava o trabalho, só isso justifica.

 -Quer dizer, tive que intervir… mas, vou parar de falar por aqui, porque os detalhes são sujos. E sua cara não é das melhores.

-É. Ter uma imaginação fértil as vezes não é uma boa. Mas, mudando de assunto, é tradição da Agência fazer um baile de máscaras para me apresentar, formalmente, a todos os agentes.

-B...Baile? Com música e dança, vestidos longos e salto alto? Quer dizer, isso é ótimo. Mas eu tenho que ir mesmo?

Só de se imaginar tentando equilibrar-se em cima de um salto fino, como mulheres elegantes fazem nos bailes, de acordo com filmes, Natalie ficava aflita. Ainda mais porque toda atenção estaria voltada para Arthur, e consequentemente, para ela.

 -Mas é claro que tem que ir. Você é a senhora Pendragon, ou já esqueceu o dia que casamos no cartório daquele hotel? Eu me lembro como se fosse ontem.

Ele lembrava mesmo, eles casaram tão rápido que mal deu tempo de Natalie pensar em vestidos, arranjos e madrinhas. Foi prático e eficaz assinar aqueles papéis.

-Além do mais, você casou de tênis. - Era um azul, meio surrado. Não que Arthur se importasse com isso, ele estava mais ocupado olhando para a noiva. Mas, achava graça o jeito simples que Natalie levava a vida.

 -Mas vou logo avisando, eu não sei dançar, a última coisa que eu quero é fazer você pagar mico com uma esposa perneta na frente dos seus agentes.

-Você é muito boba, ainda temos alguns dias. E eu também não sou lá um pé de valsa. Então se pagarmos mico, pelo menos seremos dois. Imagina que beleza os convidados de honra estabacados no chão. Isso que eu chamaria de fechar com chave de ouro.

Natalie riu daquelas palavras. Ele conseguiu um jeito de fazê-la se sentir menos desesperada. Pelo menos, por enquanto.

 

No próximo capítulo...

 

Créditos:

-Casa Pendragon by ViaSims

-Urban Vip by A&ESims

 

 

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