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Samhain

October 31, 2018

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Capítulo 6 - Noosfera 21

 

Olá leitor, não esqueça de deixar seu comentário no fim do capítulo. Assim eu também posso conhecer sua opinião :D

Logo após entrarem, Luke e Celina aguardaram no saguão por alguns minutos, até que a recepcionista trouxesse Vlad.

- Seu medo por vampiros é patético. - Soltou Celina, rindo por dentro.

- Não é medo, é precaução. E só tenho essa precaução com o Vlad mesmo, já fui bem próximo de um vampiro. - Luke se gabou.

 

- É mesmo? Quem? Talvez eu conheça. - Celina perguntou mesmo duvidando da afirmação que acabara de ouvir.

- O nome dele era Julian VanTrop. Um guitarrista muito famoso na noite. É por causa dele que eu estou no show bussiness. Ele me descobriu quando eu era mais jovem. Minha fama toda, devo a ele - Se gabou mais um pouquinho.

 - Ele está vivo? Queria muito agradecer a ele pela grande descoberta.

- Não, ele já não está mas entre nós. Sério mesmo que queria agradecê-lo? - Luke perguntou surpreso, lembrou que Julian era meio maluco, um belo dia esqueceu do protetor da LabsCorp e saiu com sol a pino. “Era uma vez Julian” pensou, tristonho.

- Não. Meus pêsames mas, é menos um Caçador de talentos do show bussiness com dedo podre no mundo.- Ela respondeu.

 - Bom saber que você não tem coração - ele lamentou, com cara feia. - Um dia ainda vou te fazer rir.

- Duvido. - concluiu Celina, até que um jovem ruivo se aproximou dos dois. Os pelos da nuca de Celina se arrepiaram, e isso era sinal de quê o tal jovem era um sobrenatural.

 Nenhum dos arquétipos que já passaram pela imaginação de Luke condizia a figura que estava bem na sua frente. Ele imaginou olhos vermelhos hipnotizantes e dentes afiados, junto com mãos magrelas e unhas pontudas...Mas esse homem era jovem, até simpático. Ele estava ligeiramente decepcionado, porém sentia alívio porque hoje não foi o dia que encarou seu pesadelo juvenil frente a frente.

 - Lucca Straud, muito prazer - acenou o homem, estendendo a mão para Luke.

- Se você fosse o Vlad, com todo respeito, eu estaria desapontado. - Luke disse, comprimentando-o. - Luke Mason, ator e futuro agente.

- Você não é aquele do comercial da SimKlein? - Há algumas semanas, Luke havia sido convidado para ser garoto propaganda da "SimKlein", uma marca de roupas de baixo masculinas - Muito confortáveis mesmo, você não mentiu na Tv!

- Eu mesmo, e claro que não menti! Jamais venderia algo de má qualidade - Luke deu uma piscadela e desejou mentalmente que Celina tivesse visto esse tal comercial. - Você é o Vlad?

 - Bacana...E não - Riu Lucca - Vlad é o meu pai.

“Então, ele é um vampiro”,pensou Celina e mesmo achando aquela situação um tanto estranha, já que Vlad sempre adorou receber seus visitantes no Hall, logo se apresentou.

 - Agente Anderson, - ela disse apresentando seu distintivo -Eu gostaria de trocar algumas palavrinhas com seu pai. Ele se encontra?

De maneira simpática, Lucca respondeu:

- Prazer em conhecê-la agente...Infelizmente ele teve que se ausentar por alguns dias para tratar de negócios e me deixou como sucessor tomando conta do hotel.

 - É lastimável que ele não esteja, pois esperei o calendário lunar virar e marquei com ele aqui - A lua cheia não afetava somente os lobisomens, deixava toda a cadeia de sobrenaturais abalada com seus efeitos instintivos.O lado bom era que os poderes de todos os sobrenaturais se tornavam mais fortes, feitiços feitos sob a lua cheia também eram mais poderosos e por causa disso todos deviam ter mais cuidado.

 - Realmente lastimável, mas não seja por isso, qualquer assunto da A.G.A. pode ser tratado comigo. Entre eu e meu pai não já segredos.

- Sendo assim, podemos conversar em algum lugar mais privado? - Celina perguntou, olhando em volta. Hall com muitas pessoas e muitos ouvidos, tudo que ela não precisava era de mais futriqueiros.

- Claro, sigam-me por favor.

 Luke e Celina tentaram seguir o vampiro, porém este os ultrapassou e deixou apenas um rastro de fumaça preta. Vampiros e seus truques...Parece que Celina não estava lidando apenas com um exibicionista.

A construção por dentro, assim como por fora, estava a mesma que ela se lembrava. A pequena reforma que Vlad fez há alguns anos, manteve a decoração original, apenas acrescentou dormitórios e coisas mais modernas, como sala de cinema, sauna com bronzeamento artificial para vampiros e uma singela quadra de baseball com atiradores de bola automáticos...Útil para hóspedes lupinos.

 - Eu estou vendo isso…

- O quê?? Eu não...Como que você sabe? Tem um olho nas costas por acaso?

- Você se supreenderia...

Luke abriu a boca, mas desistiu de soltar qualquer frase diante do que ouvira. Apenas franziu a testa confuso, mas internamente pensava que não era uma má visão,

 

não.

- Aqui estamos mais reservados. - Disse Lucca recebendo os dois visitantes no antigo sótão do hotel. Hoje, o sótão era mais como um pequeno escritório, Celina supôs ser de Lucca, pela familiaridade que ele tocava as coisas.

- Estou ouvindo.

 - Ah claro, meu pai...Acho que ele fez todos os registros de sua ausência de Forgotten Hollow na A.G.A. Só poderia sair depois disso, certo?

- Certo - Respondeu Celina guardando isso na memória, checar os registros de entrada e saída de todos os vampiros de Forgotten Hollow nas duas últimas semanas. - Mas o que me espanta é que seu pai havia marcado essa reunião comigo, ele é o representante do anciãos da região...Pelo que conheço dele, é um homem de palavra.

 - Imprevistos acontecem, obviamente. Nem tudo sai do jeito que queremos não é mesmo? Se fosse assim não teria graça. - Lucca respondeu - Mas como eu disse antes, seja o que for, pode tratar comigo.

- Bom, devido a recente explosão no Pan Europa, e alguns ataques em Oasis Spring de vampiros descontrolados...Eu vim cobrar alguma atitude de seu pai e perguntar sobre a tal explosão. Ele sempre foi pulso firme com os novatos e antigos.

- O que posso dizer sobre os ataques é que seremos mais rigorosos apartir de agora. E em relação a explosão, bem...Não sei sobre.

A atitude do vampiro era cada vez estranha. Todos sabiam alguma coisa, nem que fossem as notícias que vão de boca em boca. Essa negação inicial, sem dúvidas era suspeita.

- Estranho não saber de nada, pois a perícia local encontrou terra de cemitério nas redondezas da explosão, e como bem deve saber, terra de cemitério é coisa sagrada para vocês vampiros.

Alguns vampiros mais antigos, gostavam de guardar a terra do cemitério onde simbolicamente renasceram. Qualquer pessoa que não fossem eles, na posse da terra de cemitério de algum vampiro, em conjunto com algumas palavras antigas, conseguia invocá-lo. Hoje em dia, com as tradições meio esquecidas, terras de cemitério eram coisas cada vez mais raras e, por isso sua aparição era no mínimo intrigante.

Celina dirigiu um olhar ainda mais felino ao vampiro, ela gostava de encarar nos olhos qualquer um que interrogava. Afinal, dizem que os olhos são o espelho da alma.

Mesmo para alguém sem alma, como um vampiro, o efeito era o mesmo.

Luke não havia dito uma palavra desde que entraram no cômodo. Ele estava estritamente concentrado em não decepcionar sua tutora na primeira interrogação oficial que participa.

 - OK, o que eu sei o que a maioria dos vampiros sabe. Não esperem muitas coisas, porque são só boatos…

“Desembucha logo”, pensou Celina.

- A maioria dos vampiros que conhecem todos os segredos dessa coisa, lutam com unhas e dentes para protegê-la. Porém, o tal incidente com acônito no passado trouxe vários usos relevantes para a terra.

 - Onde o senhor está querendo chegar exatamente?

- O que eu quero dizer é que o pouco que eu sei sobre esses vampiros mais velhos é que precisavam de terra de cemitério para usar em alguma outra coisa…

- Está sugerindo que é algum tipo de ingrediente?

- É, mas pelo pouco que ouvi, é mais que isso, parece que a terra sela algum tipo de magia, como o sangue de um criador vampiro sela a entrada de sua cria como filho da noite. Mas não sei bem com qual finalidade.

Luke começou a ficar nervoso, que papo era aquele de sangue e terra de cemitério? Magia? O que Celina sabia sobre isso?

 Celina guardou internamente aquelas informações, era tudo muito estranho e uma coisa não parecia se encaixar com a outra.

Ela só poderia ter clareza em sua mente para conectar tais questões, em casa.

- Interessante, algo mais que queira me dizer? Algo que viu e parece irrelevante?

- Se bem que tem uma coisa sim. Um dos vampiros que eu ouvi por aí, usava um crachá escrito “Noosfera 21”.

 Noosfera? Onde será que Celina ouviu esse nome? Parecia tão familiar, mas distante ao mesmo tempo…

 

Delegacia de Oasis Springs, 1941

 

- Eu já havia deixado alguns arquivos interessantes separados, podemos começar por eles e seguir adiante se não parecerem promissores.

- Confio na sua intuição, detetive. - Celina olhou os papéis espalhados na mesa, mas um nome imediatame chamou sua atenção. Uma empresa que havia se mudado recentemente de Forgotten Hollow para Oasis Springs. Nosfera S.A. Era uma grande mudança de ares, além do fato de que muitos operários que trabalhavam lá na primeira cidade estavam sempre gerando problemas para agência com sugadores de plasma que teimavam em não seguir as regras.

 

- Aqui, essa empresa. Há quanto tempo está operando em Oasis Springs?

- Humm… deixa eu ver… Os registros afirmam que desde janeiro. Isso é um pouco antes dos Breton se mudarem pra cá. É uma empresa de… Mineração? Não sabia que havia minas em Forgotten Hollow.

- Não há. Acho que achamos nossa empresa.

 

- Ora, ora, Evans, não vai apresentar sua amiguinha? Não sabia que a Delegacia estava contratando novas secretárias…

- Johnny, você está como sempre falando bobagens. Esta é a Agente Anderson, está trabalhando no caso Breton junto comigo. Aquele mesmo caso que você empurrou pra cima de mim, porque não te interessava falar com adolescentes órfãos, lembra?

- Ah, mas não é possível que uma mulher tão linda perca seu tempo preocupando sua cabecinha com esse caso pavoroso. De toda forma, seria um prazer ter uma companhia como as sua ao meu lado. Muito gosto em conhecê-la, agente. John Williams. Pode me chamar de Johnny. -  a sugestão da frase não passou despercebida à Celina e ele emendou:

- Em minha defesa, Evans, não sabia que seria designada uma parceira tão interessante para o caso. Agente Anderson? Quantos você teve que agradar para conseguir esse posto? Só por curiosidade.

Celina respirou fundo. Ela se considerava muito complacente, mas existiam certos limites. E pelo visto esse sujeito não os conhecia.

- Não que eu deva satisfações dos meus méritos profissionais ao senhor. Mas, todos os meus duzentos e sessenta e cinco certificados por honra ao mérito foram conquistados com algo que o senhor não parece estar muito familiarizado, neurônios.

Celina acenou com desagrado para homem pretensioso a sua frente e então. Percebeu com a visão periférica que as orelhas do loiro assumiram um violento tom de vermelho. Sorriu internamente. Virou para o detetive Evans e disse:

- Acredito que terminamos por hoje. Amanhã podemos ir até a sede da empresa e perguntar sobre os Breton. Aqui está o hotel em que estou hospedada - ela disse entregando um cartão. - Qualquer notícia, pode ligar.

 

Logan encarou com fascínio a agente enquanto ela se dirigia à saída. Desde o ínicio ele havia percebido que ela era uma mulher competente e inteligente. Mas não eram muitas as que ele conhecia que tinham coragem de colocar um babaca como Johnny em seu devido lugar. Ele gostou.

 

- Até mais, detetive. - ela disse se retirando com passos decididos - Não se meta em confusão na minha ausência.

 

No dia seguinte…

  Logan estacionou o carro ao lado do prédio que um dia fora a sede em Oasis Springs da Nosfera S.A., uma empresa de mineração. O prédio estava caindo aos pedaços, e parecia abandonado, o que era estranho considerando que a empresa havia se mudado no início daquele ano.

 - Isso não parece certo. - disse Celina. Ela havia chegado à mesma conclusão. O que mais poderia haver de estranho no interior daquele prédio?

 - Por que não me surpreendo do prédio parecer vazio? - disse Celina com uma nota de irritação na voz. - Você não tem um mandato, tem?

- Infelizmente, não, mas veja, a porta está destrancada. E não é crime entrar no escritório aberto de uma empresa que consta nos arquivos da cidade como ainda ativa.

Celina não conseguiu impedir um meio sorriso. Então o sério detetive Logan não era tão certinho assim… Interessante.

 Por dentro, o prédio parecia um pouco melhor cuidado. Entretanto, a impressão era de que tudo havia sido abandonado às pressas. Eram quatro salas principais e Celina e Logan fizeram uma rápida inspeção: havia um escritório com lugar para vários funcionários, Uma sala de arquivos, o que parecia ser uma pequena biblioteca e uma sala que parecia ser da pessoa em comando. Tudo estava vazio, mas nada havia sido retirado. Uma saída de emergência talvez?

 Ambos decidiram começar pelo escritório, pois era o lugar que parecia ter mais papéis espalhados. Bagunça era um ótimo ponto de partida.

 - E então - Celina perguntou a Logan depois de um tempo olhando os arquivos. Nada animador por lá. Ele entretanto parecia empacado em um determinado papel.

 - A maior parte desses arquivos indicam notas de construtores e maquinário de escavação. O que faz sentido em uma mineradora. Mas olhe aqui, essas são notas de compra de produtos médicos. Isso não faz sentido. Pra que uma empresa de mineração teria como fornecedor um banco de sangue?

 Celina se aproximou. Banco de sangue? Mau sinal. Ela olhou para outra pilha de notas e viu um grande pedido a um herbário de Granitte Falls: acônito. Mas o que, em nome do Grande Prisma, fariam com 20 kg de acônito? Ela compartilhou sua estranheza com Logan.

- Esse pedido também não faz sentido. Acônito é uma erva usada em situações muito específicas com determinado público alvo. - Celina tentou não dar muitos detalhes sobre o uso dessa erva, pois não sabia  quanto o Detetive conhecia sobre magia e bruxas. Seria sensato que ele não soubesse a real natureza de Celina, pelo menos por enquanto.

- Sim, não faz sentido. Talvez em outra parte desse lugar podemos encontrar respostas. - disse Logan olhando ao redor.

- Eu vou até a biblioteca. O senhor para a sala do chefe. Vamos ver o que encontramos. - disse Celina, se encaminhando para a porta.

 A sala do chefe estava vazia, com exceção de um grande mapa de Oasis Springs. Linhas vermelhas conectavam vários pontos ao endereço da sede. Um deles estava marcado com um grande alfinete de cabeça vermelha. Logan sabia exatamente que lugar era aquele. A velha mina abandonada.

Ele estava ainda entretido olhando os pontos, quando ouviu a voz de Celina chamá-lo ao longe. Se apressou em alcançá-la.

 A biblioteca era de longe o ambiente mais abafado e escuro daquele lugar, o que não deixava de ser irônico. Logan viu movimento entre as prateleiras e sentiu o perfume de jasmim que sempre acompanhava Celina.

- Agente Anderson? Me chamou?

 - Sim, encontrei a coleção de livros mais improváveis aqui. Um tratado de Magia Cerimonial de 1512, Grimório de LockHeart e Ossilda, manual do usuário. - Eu não vejo uma coleção dessas em tão bom estado desde… Bem não importa, isso realmente não deveria estar aqui.

Logan se aproximou de Celina para ver do que ela falava. Ele sabia da existência de magia, é claro. Seria impossível ignorar a existência crescendo do modo como cresceu. Mas dar de cara com aquilo no meio de uma investigação…

Subitamente ele percebeu Celina cambalear e ficar pálida.

 Há quanto tempo Celina não sentia aquilo? Um bom tempo, com certeza. Todos os pelos do seu corpo se arrepiaram com a enxurrada de imagens e sensações de dor, sofrimento e agonia. Um calafrio lhe percorreu a espinha quando ouviu gritos, unhas rasgando a madeira e ossos quebrando. Além de líquidos de cores estranhas, verde, roxo, laranja e cinza.

Ela rangeu os dentes na tentativa de sufocar o grito que parecia não só preso naquelas paredes, mas também em sua garganta.

“O que aconteceu aqui?” Celina se questionou, ainda atônita.

O que quer que tenha sido, certamente foi algo terrível. Celina esperava não voltar àquele ambiente outra vez.

 Logan ficou momentaneamente paralisado. O que ele deveria fazer? qual era o procedimento padrão? Ele não fazia ideia. Tentou amparar Celina da melhor maneira que pôde, mas de repente ela ficou mole em seus braços como que desfalecida. Pânico o invadiu e ele teve que controlar a súbita reação que lhe acometia quando se sentia amedrontado. Para a sorte de ambos, ele tinha experiência em domar suas feras interiores.

 Felizmente, da mesma maneira que desfaleceu, Celina pareceu se recuperar. A coisa toda não deveria ter durado nem dois minutos completos, mas pareceu uma eternidade.

- Celina! O que foi isso? Você está bem?

Celina hesitou um momento, ainda se recompondo. Momentos de vulnerabilidade eram raros pra ela,  e ter um assim, na frente do detetive que acabara de conhecer, não era a situação ideal. Entretanto… Não era completamente desagradável voltar a ter um par de braços masculinos ao redor de si.

 - Eu estou bem. Melhor. Foi uma tontura momentânea.

- Pode ter sido o calor da sala talvez… Aqui é… abafado.

- Não, não creio que foi o calor da sala.

Naquele momento, a eletricidade que parecia o ter envolvido desde a chegada da Agente Anderson parecia potencializada. O que aquela mulher despertava nele era algo que parecia tentando conter há tempos. Tempo demais, para ser sincero.

 Celina se aproximou sem perceber ao certo o que fazia. O detetive cheirava muito bem. Loção pós barba, tabaco e mais alguma coisa que ela não conseguia identificar… Talvez se chegasse mais perto...

 Logan percebeu onde aquilo iria levar. E, pela forma como seu corpo respondia a ela, não podia prever as consequências.  Assim sendo, juntou cada gota de autocontrole que lutou tantos anos para adquirir, pigarreou e apontou na direção da sala do chefe:

- Descobri algo interessante na sala do chefe. Talvez  você queira dar uma olhada. - ele disse e então se afastou.

- Certo - disse Celina, ainda com o rosto quente. - Estou atrás do senhor, detetive.

Apesar de constrangida, ela tentou manter o profissionalismo. Mas era difícil com uma verdadeira caldeira na sua frente. Oasis Springs nunca foi tão quente quanto naquele dia.

 - Que nome esquisito. Nunca ouvi falar, e você Celina? - perguntou Luke. 

-É... Agente Anderson pra você. E sim, já ouvi até mais do que eu gostaria. Agradeço a atenção do Senhor - Ela respondeu se dirigindo a Lucca. - Creio que não precisarei retornar para atrapalhar o comando desse magnífico hotel. 

 - Sempre um prazer receber a A. G. A. - Lucca sorriu - Ainda mais com uma agente tão bela. 

Celina se despediu com um aperto de mão e se retirou com Luke logo atrás. Ela tinha muito o que refletir depois dessa conversa. 

 

 

Brindleton Bay, tarde de ontem

Depois do passeio pela cidade, Arthur e Natalie foram até o antigo farol local e admiraram o pôr do sol. Natalie revelou que a avó gostava de ficar ali todas as tardes, parece que fora ali que o avô pediu a mão da futura avó e ela não pôde aceitar. Mas essa é outra história.

A noite, jantaram no restaurante do Phill. Natalie soube pela garçonete que o senhor não estava mais entre eles, ficou com o coração apertado. O velho era doido, mas boa gente.

- Mas pelo o que a moça disse, ele está em paz agora. Ficou muito doente não?

- Sim, teve Gripe Lhama em estágio avançado. Por mais rabugento que fosse, teve uma vida feliz.

- Então pronto. Está em paz. Mas foi engraçado ver aquele rapaz das lagostas imitando o velho Phill gritando contigo.

- É foi engraçado - Natalie riu.

Agora vinha uma conversa um pouco difícil. Arthur teria que retornar a Windenburg antes do previsto. O combinado era que os dois ficassem até o feriado, para resolver a papelada da casa da falecida Sra. Fraser. Mas Alex havia ligado e precisava com urgência da presença de Arthur na sede da A. G. A.

- Então Nat, eu acho que terei que voltar antes para a Agência.

- Você acha? Ou você tem certeza? Tem um dedo do Alex nisso.

- Ah! Não o culpe. Ele só está fazendo o trabalho dele. Mas prometo que compensarei de outra maneira.

- Vou aguardar então, admito que estou sentindo falta dos meus pacientes - Natalie lamentou. Ela tinha uma boa clínica veterinária em Willow Creek. E amava muito seu trabalho.

- E eles de você, mas a noite ainda é minha e não deles - Arthur sorriu, sentando-se junto com ela para admirar a paisagem praiana noturna.

 

Lotes utilizados:

Delegacia: Sophiabsn34

Hotel: BoggieBoggart

Escritório da Fábrica: tarshisjupiter

Em breve todos o conteúdo personalizado ultilizado será colocado numa sessão única :D 

 

Obrigada a todos criadores!

Thank you to all creators!

 

*Nota: Vocês perceberam que os dois últimos capítulos não tenho escrido sozinha (eu = Nathália), isso aconteceu porque temos uma nova colaboradora oficial do blog! :D Pra não dizer coautora e especialista em ligar pontos e preencher lacunas xD

Hortência Alves, entrou na minha história não só com o Logan (Lindo né?) mas também com muita criatividade e escrita :D 

Fez as fotos maravilhosas dos anos 40 e toooda a ambientação! Espero que gostem dela tanto quanto eu <3

 

 

No próximo Capítulo:

 

 

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