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Capítulo 4 - Chá de sumiço

13.02.2018

Olá leitor, não esqueça de deixar seu comentário no fim do capítulo. Assim eu também posso conhecer sua opinião 😊. 

Galeria Casbah, San Myshuno

 

Ao entrar na galeria, e após algumas poucas entrevistas, Luke e Celina decidiram se separar, ela sentiu uma presença no local que só poderia indicar um sobrenatural, só nao sabia qual.

Luke foi rumo ao segundo andar para procurar Dr. Dantas, já que em meio as sociais que fizeram no térreo, ele nao se encontrava, mas antes, postou uma selfie em seu simstagram, ele amava postar sua vida de artista...Ainda mais com tantos fãs.

"Com esse rostinho e esse muque, logo eles não resistirão vir até mim".

Celina admirou um belo quadro contemporâneo no final da galeria.

E, sentiu uma sensação estranha...ouviu um sibilo suspeito vindo de trás da parede e resolveu verificar...Ela deu de cara com Annete Straud, uma das filhas do conde Vladslaus. O vampiro mais antigo que Celina já teve o prazer de conhecer.

Ele era dono de um luxuoso Hotel no povoado de Forgotten Hollow. Um pequeno povoado ao sul de Oasis Springs, era frio na maior parte do ano e costumava ter noites longas e dias curtos.

Poucos sabiam da existência dos filhos vampiros de Vlad, ele preferia mantê-los escondidos até conseguirem controlar seus instintos sobrenaturais.

 

- Annete...O que faz aqui? Já tivemos incidentes o suficiente com você e sua familia no passado para saber que uma galeria não o é seu ambiente frequentável.

Annete relutou para responder, mas sabia muito bem do que a Agência era capaz de fazer, se ela "andasse fora da linha"...Mesmo sendo filha de quem é.

 - Relaxe, Celina, eu só estava a procura de uma boquinha, mas irei com cautela, não se preocupe. - Annete respondeu, porém Celina não gostou nada do tom de descaso usado pela ruiva. 

- Cautela é o mínimo que se espera dos vampiros. A paz só pode ser mantida entre sims não-sobrenaturais e nós se cada um fizer sua parte. E para você...É Agente Anderson.

Annete olhou Celina de cima a baixo e faz uma cara de quem está de "saco cheio".

 - Preciso lembrá-la que foi por culpa sua que quase todos os sobrenaturais foram descobertos? - Celina disse entre os dentes - E que sua licença está na sessão de "Vigiados"?

- Se eu estou na sessão de vigiados, como não sabia que eu estava aqui? Está precisando de reforço, Agente Anderson? - Annete diz num tom de deboche completo.

Os dedos de Celina formigam de ódio, se ela fosse uma feiticeira jovem, descontroles com seus poderes podiam custar vidas...Mas, felizmente, ela era experiente e jamais poria uma missão em risco por causa de um "assunto inacabado".

 - A  senhorita pensa que tenho tempo para seus deboches ridículos? Esse assunto não lhe diz respeito. Afinal, se achas que não está sendo vigiada, significa que o trabalho da Agência está dando certo, como sempre.

 - Se isso não está te incomodando, como deveria, terei de reduzir sua área de alimentação para um raio de seis Km do Hotel Straud. - Celina finaliza a conversa com um tom de superioridade. Apesar dos anos de experiência do Conde, ele, pelo visto, não conseguia passar essa experiência para essa cria em específico. Annete era muito impulsiva, agia antes de pensar, e a falta de pensamento quase causou uma catástrofe. 

 Se a garota estivesse viva, seu rosto arderia vermelho com ódio. Porém, sua expressão de indignação se mantinha clara, no rosto branco como cera.

Ela passou a mão no rosto e percebeu que seus deboches só tinham piorado sua situação. Como conseguiria um bom plasma em apenas 6 Km de plasma? Forgotten Hollow, era deserta na maior parte do tempo.

- Ok! Me perdoe, estou faminta a dias...Perdi as estribeiras. Não caçarei mais em público, mas por favor...Seis Km, não são suficientes. Qualquer coisa, menos isso - Annete tenta se retratar. Celina poderia ceder e esquecer desses deboches, mas ela conhecia o suficiente da moça pra saber o quão perigosa podia ser para o mundo símico. Então...ficou ligeiramente satisfeita com as palavras da vampira.

 - Posso aumentar para o raio de doze quilômetros...Mas fora isso, está fora de meu alcance. É bom que eu, e nenhum outro agente, veja a senhorita por aí - Celina disse e se retirou.

Castelo Camelot, Windenburg, 1000 anos antes

 

 Toda manhã, após o café da manhã, Merlin auxiliava na vestimenta de Arthur. Uma armadura como aquela, não deveria pesar menos de trinta quilos.

Habilidade com espada de nada servia, se o cavaleiro não tivesse força o suficiente para se manter em pé com tamanho peso.
- A princesa parece ser uma boa escolha de noiva, não acha Mylord?

 - Tenho certeza que o casamento entre nossos reinos será próspero para ambos. Meu pai fez uma boa escolha. - responde Arthur com um tom profissional.
- Certo - diz Merlin, com um sorriso torto.

 - Do quê está rindo? O que espera que eu responda?
- Essa foi a resposta do Príncipe Herdeiro, aquela que está programado para dar a qualquer um que pergunte. Mas eu sou seu amigo, pode me me responder como o Arthur se sente, sem as obrigações políticas.
Arthur encara Merlin, e respira fundo.

  - Certo, ela é encantadora. E em poucos minutos se mostrou ser mais do que apenas um rostinho bonito. Providencie um esplêndido aposento para ela e sua dama. O melhor de Camelot, o quarto ao lado está vazio não? - Arthur dispara, porém, continua antes que Merlin o responda - Não, mas os quartos do lado Oeste são mais quentes - ele anda se um lado para o outro, como se ficar parado para essa decisão fosse impossível.
- Mas eu posso trazer cobertores, Mylord.
- Pode? Oh, é claro que pode - diz Arthur com um grande sorriso, que depois desaparece de maneira rápida.

 - Mesmo assim, as lareiras do lado oeste estão mais novas e funcionam melhor do que as outras. - continua Arthur, com um tom desanimador.

 - Apenas certifique-se que ela tenha tudo do bom e do melhor. É bom causarmos uma boa primeira impressão. - Merlin concorda com a cabeça e se apressa para atender a princesa. Porém, antes de sair ele diz:
-Sir?
- Pois não.

 - Mas em breve o quarto dela será este.
- Bem observado Merlin.
- E como ela vai lidar com o fato de que...
- De quê....?

 - De que o senhor tem chulé. - Arthur não responde, e apenas tira uma de suas botas e joga na porta para expulsar de vez Merlin e suas bobagens. Que sai aos risos.

- Chulé...HAHAHA! Até parece que eu tenho - disse Arthur, porém ao cheirar sua bota...verificou que o cheiro ali estava longe de ser um aroma de flores campestres.

 


 


 

 - Então, o que você achou do príncipe? - Pergunta Brigitta* com uma risadinha suspeita. A princesa instantaneamente fica vermelha e se lembra do momento em que tocou a mão de Arthur, Genevieve sentiu algo parecido com um choque. Ela não conseguia explicar muito bem, mas é como se o corpo de um respondesse o do outro de forma elétrica.

*Brigitta é ancestral da sim protagonista da história "A vida de Katy Kordelious". Uma sim muito especial, que foi criada com muito carinho pela Malú :D

 Apesar disso ter acontecido em um micro segundo, deu para sentir a pele áspera das mãos de Arthur em contraste com a pele fina e macia de Genevieve. Os calos das mãos do príncipe com certeza eram resultado das longas horas que treinava com os cavaleiros de Camelot.

 - Ele parece.... - Muitos adjetivos passaram pela cabeça da princesa, mas nenhuma delas era adequada para alguém que um dia será rainha falar em voz alta. E como quem leu seus pensamentos...
- Lindo, charmoso, musculoso, com um belo traseiro real - Brigitta conclui e as duas caem na gargalhada.

 - Pelo Grande Prisma Bri! Fale baixo - ela diz, ainda corada - Você reparou até nisso?
- Ora, vai me dizer que você não? - E Genevieve ri mais ainda - Pelo menos ele não é nenhum homem velho, e asqueroso como a aqueles que Reis viúvos que casam-se com alguém que tem a idade para ser sua filha.
- Nisso eu tenho que concordar, mas ainda preciso conhecer mais o príncipe antes de ter uma opinião formada. - Genevieve diz, recompondo-se.

 - Eu sei que lá do fundo pensas igual a mim. - responde Brigitta, sem desistir.
- Certo, agora vá para seus aposentos para que eu possa dormir. - Se despede Genevieve.
-Pois não alteza - disse Brigitta, fechando a porta.
Naquela noite, Genevieve foi dormir com um sorriso em seu rosto, apenas pensando que quanto menos ela sabia sobre seu futuro marido, mais ela queria descobrir... 

 

De volta à Galeria Casbah, naquela mesma noite...

 

No segundo andar, Luke cumprimentou Victor Feng, um político rico que sempre aparecia na coluna social do “O Sim Diário”. E ainda, nenhum sinal do Dr. Oswald.

- Mas quanto tempo Luke – disse Feng, ao apertar a mão do ator. Celina, tentou fazer uma expressão amistosa.

- Victor! Como vai? – Luke responde – Já faz muito tempo mesmo, parece que foi ontem que você e sua sobrinha estavam na estréia de “Paz, amor e macarrão”...Bons tempos...Falando nisso, como ela vai?

- Bem, bem, muito bem, teve que voltar pra cidade natal, o dever a chamou – disse Victor, dando uma risada estranha.

 – E quem é essa bela dama que o acompanha? – Concluiu, dirigindo toda sua atenção para Celina.

- Ah, claro, minha adorável acompanhante...Onde estão meus modos? Essa é Ce...Sônia Blade – Luke a apresentou.

- Encantado -  disse Victor, e quando ia beijar a mão de Celina que, rapidamente, deu um bom aperto de mão. Foi suficiente para colocar Feng em seu lugar.

A esposa de Victor, Lilian Feng, aproximou-se de Celina. Por algum motivo, o Sr. Feng não tinha a apresentado até o corrente momento.

- Olá, como vai? sou Lílian Feng – Educada, cumprimentou Celina. Victor e Luke, haviam se retirado com a desculpa de que “Assuntos de mulher” não os interessava...Luke, normalmente, protestaria, ele não perde uma oportunidade de ficar rodeado de belas mulheres, porém Celina era difícil, e Lílian, casada, ele respeitava laços matrimoniais, nem ele era atrevido o suficiente para tentar separar o que o Grande Prisma reuniu. Dr. Oswald e a família Feng eram próximas...Ele poderia descobrir algo se fosse cauteloso.

- Bem, e a senhora?

- Ah por favor, me chame de Lílian, sou mais jovem do que as rugas denunciam- ela responde com um sorriso - Esplêndida, a reforma da Galeria, realmente Marit* tem bom gosto para as coisas, não acha?

 

*Marit Refaeli é personagem da história "Axl Logan" do blog "Histórias da Winter". Ela é dona, diretora e uma das curadoras da Galeria Casbah, de San Myshuno. Também é mãe de Bella e Nick. E os acontecimentos desta cena ocorrem antes dos acontecimentos descritos no capítulo 6 da história de Sally Winter. Sally também printou essas duas fotos incríveis, que mostram apenas alguns detalhes da citada reforma :D (fotos acima e abaixo desse texto).

 

Celina sempre se manteve informada sobre os ricos e poderosos de San Myshuno e outras cidades, afinal, todos eles eram suspeitos de ser aliados de Dr. Oswald, apesar de nenhum possuir culpa de fato. Lílian sempre saia junto ao esposo na coluna social. Porém, se destacava em eventos beneficentes.

 - Concordo, Lílian, que a reforma revigorou a potencialidade da galeria, todos os estilos artísticos foram atendidos com essa reforma. – Celina responde, e mantém os olhos em Luke, esperando que ele não pusesse tudo a perder, como quase fez, ao apresenta-la ao Sr. Feng.

- Ele é um jovem muito atraente – disse Lilian, ao notar o olhar de Celina para Luke – Você deve ser uma moça de muita sorte, soube que o Sr. Mason não costuma trazer acompanhantes...para poder...aproveitar a noite com as damas locais, por assim dizer...Logo, se ele a trouxe, deve ser sério. – Quando Lílian terminou a frase, Celina quase se engasga.

"Seriedade, com ele? Por favor, mal pode ver um rabo de saia que já arrasta uma asa..."

 Celina não disse nada, apenas esboçou um sorriso falso que era capaz de convencer os mais astutos dos detetives e dirigiu seu olhar para Luke.

- Se eu fosse mais jovem e solteira... – completou Lílian, com um suspiro e uma risadinha maliciosa. Ela era com certeza, uma figura recorrente na coluna social, mas estava mais atenta às fofocas da “High Society” do que uma adolescente de 15 anos.

- Meu casamento jamais seria monótono se eu fosse a Sra. Mason...- Completou Lílian, deixando Celina um pouco constrangida.

Luke e Victor andavam no maior papo, o político gostava das piadas de Luke mais do que o próprio se lembrava. Ele não descobrira muito sobre Oswald, que até agora, não tinha dado as caras.

- Então Victor...Eu tava precisando de uma boa recomendação de clínica, conhece alguma boa? Que saiba manter a descrição...Se é que você me compreende... – Luke perguntou dando uma piscadela.

 - Já que perguntou eu conheço bem uma linha de clínicas e Spares discretos. Essa rede é gerenciada pelo laboratório de um grande amigo, o Dr. Oswald Dantas, médico chefe e dono do LabsCorp – "Bum, ele caiu feito um pato", pensou Luke. – Infelizmente ele teve um compromisso de última hora, algo relacionado às tais clínicas, e não pôde comparecer hoje. Uma pena, ele iria amar seu humor.

 

- Ah, é uma pena mesmo, mas sabe onde posso encontrá-lo, por causa das clínicas e etc, gostaria de conversar com o dono primeiro...

- Claro, posso pedir para minha secretária mandar o endereço para seu e-mail. – Completou Victor.

- Mas vamos falar de algo mais emocionante hm? Essa Sônia é bem...Cadeiruda deve dar uma boa canseira nela hein garoto – disse Feng num tom de brincadeira maliciosa que Luke não gostou nenhum pouco. – Digo isso, pois suas companhias em festas e baladas se resumem a “top models”.

- Bom, a Senhorita Blade é uma mulher encantadora sem dúvidas, quanto ás “cadeiras” dela... – Luke olhou para onde Celina estava com Sra. Feng.

- Devem se manter onde ela bem quiser – Ele disse. Teve vontade de socar o Sr. Feng pelos comentários e pelo jeito como ele olhava para Celina, na frente da própria esposa...Um cara de pau! Porém, a missão precisava que ele não fosse hostil com Victor, então tentou manter a neutralidade.

- Claro, claro, mas nada que um bom incentivo não “dome” a fera...Se é que você me entende.

- Sinto muito, Victor, mas não sou adepto dessas práticas, meu charme sempre foi suficiente e eu me orgulho disso. Até a mais bela dama não resiste a eles por muito tempo. – Luke disse firmemente, já que o “pato” havia caído, não havia mais motivos para que ele tolerasse tais comentários.

- Oh, não quis lhe ofender, só quis dizer que sua acompanhante está muito bela. – Feng tentou se consertar diante daquilo que havia dito.

- Sim, de fato ela está. – Luke a olhou com calma pela primeira vez naquela noite, ela estava deslumbrante, o vestido escuro realçava a cor âmbar dos olhos de Celina e valorizava cada curva do corpo dela. Curvas que poderiam ser perigosas aos jovens desavisados.

 

 

Brindleton Bay, Residência Fraser

 

 

 

 

Natalie e Arthur acordaram cedo para poder maratonar a saga SimZumbie. Ela odiava como a personagem principal, chamada Zoey, conseguia ser capturada e mordida tão rapidamente pelo Zumbi Mestre. Chegavam a ser patética as tentativas dela se livrar da bocarra do bichano. 

Natalie engolia o primeiro filme pois no decorrer da sequência, Zoey se torna uma pessoa forte. Pessoas não, zumbi. 

 Arthur nem gostava de zumbis, ele apenas acompanhava a esposa mas maratonas. Ele se divertia mesmo, com as expressões de Natalie e suas frases de indignação. 

 No final da tarde, os dois se levantaram do sofá e finalmente, foram explorar Brindleton Bay. Natalie teria dois dias de folga antes de retornar suas atividades na clínica da cidade. Sua amiga, Mika, estava cuidando dos afazeres clínicos desde sua saída. 

Eles começaram pela cachoeira perto da biblioteca. 

- Quando eu era pequena, minha avó me trazia aqui todas as tardes para alimentar  os peixes e as gaivotas. - Natalie disse com um tom triste, e um olhar distante. 

Arthur queria consolá-la pela perda da avó, porém,  ele sabia que quando Natalie estava triste, mudar de assunto sempre fora uma boa opção. 

- Que clichê, quando eu era pequeno, eu caçava sapos na lagoa de Windenburg. Eles ficavam desesperados. - ele riu - A senhora LaCross, que cuidava dos animais do parque vivia gritando comigo... Como ela me chamava mesmo? - ele colocou a mão no queixo - Ah, "Seu diabo dourado!" - Arthur continuou, imitando a voz rouca da Senhora LaCross. E, conseguiu o que queria, arrancar um sorriso de Natalie. 

 

     Eles desceram a cachoeira, rumo às docas. Mas antes Arthur registrou o momento e enviou para a mãe, Ellora, que no momento estava nos bairros humildes de Oasis Springs, levando seus conhecimentos médicos às comunidades. Natalie ainda não conhecia a sogra, apesar de sorrir na foto, sentia borboletas na barriga só de imaginar o dia em que encontraria uma das mulheres que criou Arthur. 

    Eles chegaram às docas. Conversavam sobre como era bom sentir a brisa marítima no rosto e o cheiro do mar.

    No fim do passeio às docas Arthur viu um bar local, lugar pitoresco. Com um clima praiano. Ele decidiu então, que à noite, ele e Natalie poderiam jantar ali.

    Apesar da minúscula cidade, Natalie ainda não havia esbarrado com algum colega de infância. Ela contou várias lembranças boas de sua infância para Arthur, como a vez que ela e seu melhor amigo, Sammuel, libertaram todas as lagostas do restaurante do Phill. 

    O dono, ficou uma fera, mas compreendeu que as crianças tiveram boa intenção ao libertar as lagostas. 

    - E então ele nos fez tirar todas as cracas da parte flutuante do restaurante. - Natalie disse rindo - Levamos cerca de um dia inteiro pra tirar apenas um terço dos moluscos. 

    - E o tal Phill? Forçou vocês a terminarem o serviço? 

    - Que nada! Ele se estressou, porque o Sam reclamava mais do que um bode rabugento. Ele disse "Esse garoto não cala a boca! Andem, sumam daqui antes que espantem o resto dos meus clientes, e soltem mais lagostas ainda! Se não... na próxima, pendurarei vocês de cabeça para baixo no cais!" - Natalie respondeu imitando a voz do velho Phill, forçando um timbre rouco e mau humorado. 

    - Com medo de sermos feitos de isca de tubarão, nunca mais demos as caras. E também não queríamos que minha avó e os pais de Sam soubessem, a mãe de Sam sabia ser cruel. - ela finalizou. 

    Arthur riu e a abraçou. 

    - Mas então a heroína das lagostas, me daria a honra de jantar comigo nesse mesmo restaurante à noite? 

    - Com um pedido tão persuasivo quanto o seu, mero mortal, não poderia recusar nem nessa nem em outra vida.  

    Mil anos antes, Castelo Camelot, Windenburg

     

     Depois do treino, Arthur encontrou Genevieve jogando xadrez perto da capela do castelo. Ela parecia concentrada, então, não a interrompeu por alguns minutos. Ele gostava de admirar o jeito que ela analisava cada jogada. Seu rosto era quase angelical aos olhos do príncipe.

    - A princesa me daria a honra de uma partida? - Ele se anunciou após uma tosse proposital. Genevieve o olhou surpresa, e corou de imediato.

     - Pois não alteza, eu adoraria. - respondeu com um sorriso tímido.- Prefere dama ou xadrez? - Ela perguntou.
    - Xadrez, mas... Se eu ganhar, gostaria de um prêmio.

     - Que tipo de prêmio?
    - Se eu ganhar, a senhorita me daria a honra da sua companhia em um dos meus treinos.
    "Treinos? Ele quer que eu o veja lutando?"
    - Certo - ela disse, um pouco curiosa - Mas e se eu ganhar?
    - Se isso acontecer, escolherá um destino diferente para nosso passeio vespertino. - Respondeu Arthur, e então a partida começou.

     Peões, depois torres, e por último, os dois bispos. Cada peça do jogo de Arthur foi sumindo, enquanto se enfileiravam no "cemitério" de Genevieve. Ele tentou ir com calma no início, mas logo percebeu que a princesa era uma oponente digna das melhores sacadas, e parou de facilitar. O problema foi que ela era extremamente boa.

    - Cheque mate. - Genevieve disse com um sorriso, ao "abater" o rei do time adversário.

     Arthur levou as mãos ao rosto, com uma expressão de derrota.
    - OH não! Fui derrotado pela minha própria noiva. - Arthur fingiu uma grande lástima seguida de uma gargalhada, Genevieve o acompanhou, por mais que a palavra noiva tivesse a feito ter palpitações mais do que ela desejava.

     

     - Onde iremos passar a tarde então, Milady?

     Genevieve decidiu que passar a tarde conhecendo a cidadela, seria proveitosa. Ela gostaria de conhecer melhor as pessoas e o lugar os quais governaria dali a algum tempo.

     Eles passaram pela capela charmosa, pela praça e outros lugares.

     - Os Mormouth governam Neureen, a cerca de três séculos. Meu tratará vô conseguiu o trono por meio de um duelo com rei antes dele, que era chamado de "Ferdinand, o louco". Talvez ele tenha perdido o duelo por causa da seus devaneios inoportunos, mas o reino já não estava em suas mãos muito antes disso.
    "Gideon, o bravo", meu tatará vô, ganhou prestígio dos nobres da época e logo levou o reino a tempos de prosperidade. - ela poderia dizer que a mulher com quem seu tratará vô se casou, sua tatará vó Heloísa, tinha o dom da magia, mas pela proibição da mágica em Camelot, ela preferiu omitir essa parte. - E o senhor, alteza? Qual é a sua história? - perguntou Genevieve, de maneira tímida. Mesmo sabendo da fama daquele que tirou a espada da pedra, ela gostaria de ouvir a versão do próprio, sobre os acontecimentos.

     -Por favor, me chame de "Você"... Bom, a Dinastia Pendragon faz quinhentos anos daqui a alguns meses - ele começou, porém logo foi interrompido.
    - Não, essa é a história da sua casa, do seu brasão. Eu gostaria de saber de você, Arthur. Não do príncipe Arthur. - disse Genevieve. Ele ficou surpreso com a pergunta, todavia, também achava interessante a curiosidade da jovem pelo Arthur não monárquico.

     - Certo, eu nasci Camelot, e por causa de complicações no parto, minha mãe Igraine, faleceu. Houveram grandes ataques ao castelo na época e então meu pai foi forçado a me mandar para longe. Fui criado por Sir Ector como seu filho, até o dia que tirei a espada na pedra...disso todos sabem, mas não sabiam que eu não fazia ideia que era herdeiro do trono. Foi tudo obra do acaso.
    "Então é por isso que ele é humilde, nobres costumam não ser tão gentis com os servos". Ela pensou, se lembrando da amizade de Arthur e Merlin.

     Por mais interessante que fosse a história do príncipe...Genevieve não deixou de notar como os olhos azuis de Arthur tinham o mesmo tom do céu, ela precisava esticar o pescoço para cima, para alcançar os olhos dele. E como os cabelos dourados realçavam a cor natural da pele de Arthur. A camisa de linho vermelha, valorizava ombros largos e o porte Atlético do príncipe. Algo que Genevieve se envergonhava de notar. 

    Por que não consigo parar de olhar pra ele?

    - Oh, me desculpe, falei muito de mim. - O príncipe se consertou. Bem imaginava que Genevieve esqueceu cada palavra dele pois toda vez que o olhava, permanecia em um transe inexplicável. - Onde estão meus modos? Devo deixar a senhorita falar também. Sobre a Genevieve, não a monarca.

    - C-certo... - Genevieve respirou fundo. - Após o falecimento de minha irmã, Guinevere... Meu pai se tornou superprotetor, ainda mais com a gravidez de risco da minha mãe. Ele me criou no castelo que chamam de "Ninho do falcão". Pois fica no alto da colina de Neureen (Hoje se localiza em Brindleton Bay).

    - Uma construção que aguenta muitos ventos vindos do norte. - ela comentou - Minha mãe, depois que nasci, tinha picos de saúde que hora ficavam bons e hora ficavam ruins. Só consigo lembrar do rosto belo de minha mãe, pois seu quadro permanece em um lugar especial do castelo.

    - Me lembro que toda noite, ela vinha me botar na cama e ler histórias dos nossos ancestrais. As visitas ficaram cada vez mais raras, e um dia, pararam.

    - Meu pai se tornou soturno, contratou amas e professores para me dar a melhor educação do mundo... Eu soube pelos empregados, que eles se amavam muito. E que a falecida rainha era admirada por todo reino.

    Arthur a ouvia com atenção, porém seu estômago sentia algo esquisito, como se borboletas vivessem voando em seu trato digestivo. Ele não sabia o que aquilo significava, mas estava ansioso para descobrir.

    No fim da tarde, eles passaram por uma pequena livraria. Genevieve logo entrou sem muita cerimônia. Ela amava livros.

    Apesar da simplicidade do local, o cheiro dos livros é a sensação do conhecimento que ele trazia para ela, eram melhores do que qualquer biblioteca grandiosa.

    Ela passou os dedos por cada título e escolheu o "Os doze trabalhos de Hércules". As grandes destaques aventuras - e tragédias - gregas fascinava a jovem que não desbravou o mundo como um semideus. Arthur a deixou sozinha por alguns instantes, pediu para Merlin acompanhá-la até a barraca onde foi a procura de algo para molhar a garganta.

    - Dois copos de hidromel, por favor. -Para vossa majestade, até um barril é cortesia da casa. - disse o vendedor. - Não, eu insisto em pagar.

    - Não posso aceitar, o senhor é o Príncipe. - rebateu o vendedor.

    - Hoje eu sou apenas um homem que quer apreciar um bom hidromel ao lado de uma bela dama - ele disse, colocando os simoleons no balcão.

    O vendedor deu um sorriso, e não insistiu outra vez.

    - Certo, logo levarei o melhor hidromel do reino. Sente-se antes que outro cavalheiro também queira apreciar a bela dama. - o vendedor piscou e Arthur seguiu o seu conselho.

    Ele podia passar o dia inteiro apreciando a bela dama, que também era sua futura noiva.

     

    Continua...

     

    No próximo capítulo...

     

     

    Lotes utilizados:

    Castelo Mormouth by rabooski

    Castelo Camelot by itamar_netto

    Galeria reformada by isarpgista

    Cidadela by tanitas8

    Residência Fraser by Sophisimss

     

    Poses utilizadas:

    Pose 2 by Rinvalee

    Pose 3 by David Veiga

    Pose 4 by Simbook

    Pose 5 by Soli

     

    Objetos:

    Quadro da mãe da Genevieve by talentosisssssiiiima Feh Martins (que também fez a capa de revista INCRÍVEL com Luke e Celina)

    Estatuas medievais convertidas do The Sims Medieval x

     

    Obrigada a todos criadores!

    Thank you to all creators!

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